Porque é mais fácil objetar-se ao desconhecido, do que deixar fluir a vida?
Vejamos a violência que se vive no Rio de Janeiro: toda a questão gira em torno de comerciantes que vendem algumas substâncias que ninguém pode muito bem explicar por que são "proibidas". Na realidade não são, porque são amplamente consumidas. A população consome, e não deve ser pouco, porque as cifras são sempre biolionárias, em termos financeiros, e em termos de quantidade, o pouco que as ditas autoridades apreendem, são sempre as toneladas.
Ou seja, os traficantes, que são os comerciantes das substâncias, dos quais as autoridades insistem em não cobrar impostos, e não regularizam a questão de forma alguma, por uma curiosa contradição, são obrigados a tentar proteger por vezes, alguns destes comerciantes, contra outros, do mesmo segmento comercial, que pela falta de regulamentação, invadem os pontos de venda, uns dos outros, armados com armas mais sofisticadas e potentes que as das "autoridades", deixando a população a mercê do acaso das balas perdidas e intencionais, no meio dos tiroteios. Mas não é uma guerra civil. É faroeste.
Além do descaso generalizado em se tentar organizar socialmente a questão das substâncias, os consumidores das mesmas, cidadãos, trabalhadores, que, por qualquer motivo fizeram a escolha de comprar as tais mercadorias, ficam desassistidos de qulquer fiscalização da dorga, que portanto tornan-se então adulteradas por sabe-se lá que mais outras substâncias.
Complicado? Difícil?
1 comment:
Olá Ricardo!
Nosso país necessita debater diversos temas, e certamente um dos mais importantes é a questão do tráfico, que sabemos, não passa apenas pelas drogas, mas como um polvo de mil tentáculos vai atingindo toda a estrutura social, e isso para atender o interesse de uns poucos tubarões.Assim expressando nossas opiniões, vamos contribuindo ainda que de forma mínima com a reflexão.
Muito obrigada pela sua visita e comentário! Um abraço afetuoso
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